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Compense o Meio-Ambiente

De tempos em tempos, práticas criadas para reduzir a degradação do meio ambiente ganham notoriedade especial. Com o passar dos anos, algumas conquistam mais solidez e a atenção quase exclusiva das pessoas. Dois exemplos recentes são a febre de consumo de alimentos orgânicos e a "neutralização", uma invenção de economistas, especialistas em barganhas. A barganha do "comércio verde" é baseada na idéia de que quem polui a atmosfera pode e deve fazer alguma coisa para compensar, ou neutralizar, a agressão. Em geral, isso se resume a plantar uma árvore. Entre todos os poluentes da atmosfera, o principal alvo da neutralização é o dióxido de carbono (CO2), gás responsável por impedir a dissipação para o espaço das ondas de calor resultantes da reflexão da luz do sol sobre a superfície do planeta. O metabolismo de plantas na etapa de crescimento consome grande volume de CO2. A árvore, então, mantém o carbono aprisionado em sua estrutura por décadas " ou até morrer ou ser cortada e transformada em carvão. (Ecopress).



Escrito por Nheçu às 04h31
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Beija-Flor e a causa quilombola

A vitória da Beija-Flor, escola de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, contribui para a divulgação da causa quilombola. Essa é a opinião do coordenador-geral de Regularização de Territórios Quilombolas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rui Leandro Santos. A homenagem feita no desfile ajudou a informar a população sobre os direitos e a riqueza cultural das milhares de comunidades remanescentes de quilombos hoje espalhadas pelo País.

De acordo com Santos, a vitória da Beija-Flor é também uma conquista dessas comunidades. "É importante uma vitória deste naipe para a causa quilombola, pois chama a atenção da população em geral para a problemática que envolve o reconhecimento da riqueza afro-descendente para a cultura brasileira. Dá ainda destaque à questão agrária e de regularização fundiária das milhares de comunidades quilombolas do Brasil, um direito que o Incra e o Governo Federal - através da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e o Programa Brasil Quilombola - buscam de todas as formas assegurar", afirma ele.

Santos disse, ainda, que ele e outros representantes o Incra estiveram antes do Carnaval no barracão da Beija-Flor para conhecer detalhes do enredo e fantasias que citavam ou faziam referência às comunidades quilombolas. "Estivemos na escola, conversamos com integrantes e esclarecemos dúvidas sobre a nossa atuação nas comunidades. Apresentamos detalhes sobre a política do Governo Federal para os quilombolas e informamos que nossa atuação está fazendo com que sejam recuperados os direitos dos afro-descendentes negligenciados por séculos no Brasil", conta ele.


Escrito por Nheçu às 04h26
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Três escolas ressaltaram o tema

A escola de samba Beija-Flor homenageou as comunidades remanescentes de quilombos no Brasil em seu samba-enredo e fantasias no Carnaval do Rio. O enredo da escola foi Áfricas: do Berço Real à Corte Brasiliana, que apresentou as divindades africanas e a resistência à escravidão representada pelos quilombos. A letra do samba cita a comunidade quilombola Pedra do Sal, que está em processo de regularização fundiária pelo Incra no Rio de Janeiro. Foram homenageados em fantasias as comunidades quilombolas da Ilha de Marambaia, também no Rio, Kalunga, de Goiás, e de Casca, no Rio Grande do Sul.

Outras duas escolas do Rio de Janeiro - Porto da Pedra e Salgueiro - tinham em seus samba-enredo e fantasias importantes menções ao continente africano, seus remanescentes e suas riquezas culturais. Na avaliação feita por Santos, as três escolas, de diferentes formas, contribuíram para a causa quilombola ao divulgarem as peculiaridades do povo negro no Brasil e no mundo.



Escrito por Nheçu às 04h24
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Escola de Samba Beija-Flor/RJ

Samba-enredo: Áfricas: Do Berço Real à Corte Brasiliana

Olodumaré, o Deus maior, o Rei Senhor
Olorum derrama a sua alteza na Beija-Flor
Oh! Majestade negra, Oh! Mãe da liberdade
África: O baobá da vida Ilê Ifé
Áfricas:Realidade e realeza, axé
Calunga cruzou o mar
Nobreza a desembarcar na Bahia
A fé nagô-yorubá,
Um canto pro meu orixá tem magia
Machado de Xangô, Cajado de Oxalá
Ogum yê, o onirê, ele é Odara

É jeje, é jeje, é querebentã
A luz que vem de Daomé, reino de Dan
Arte e cultura casa da mina
Quanta bravura negra divina

Zumbi é rei
Jamais se entregou, rei guardião
Palmares hei de ver pulsando em cada coração
Galanga pó de ouro e a remissão enfim
Maracatu chegou rainha ginga
Gamboa, a pequena África de Obá
Da Pedra do Sal viu despontar a Cidade do Samba
Então dobre o run
Pra Ciata d`Oxum imortal
Soberana do meu carnaval na princesa nilopolitana
Agoye o mundo deve o perdão
A quem sangrou pela história
Áfricas de luta e de glória

Sou quilombola Beija-Flor
Sangue de rei, comunidade
Obatalá anunciou
Já raiou o sol da liberdade


Escrito por Nheçu às 04h21
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