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Urutau
 


Etnias no conto brasileiro

Contos populares do Brasil (Landy), de Sílvio Romero, obra clássica de 1882, reunindo as vertentes européia, indígena, africana e mestiça. A destacar o travesso Pedro Malas-Artes, que de três botinas de azeite, entrega na aposta feita com o rei, três mulatas moças e bonitas.

Destas vertentes, as melhores histórias, pelo seu realismo bem-humorado, estão no gênero africano e mestiço, como a enrascada em que se meteu o "Caboclo Namorado".

Os contos têm origem nas conversas, na narrativa oral dos "causos" contados entre um gole de pinga e outro, onde se fica lambendo a cachaça, os "martelos", servidos em copinhos.

Um cidadão brasileiro ímpar, assim se pode definir Silvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero (Lagarto "Terra dos Intelectuais", Sergipe, 21/04/1851- Rio de Janeiro, 18/07/1914), crítico literário; historiador de literatura; bacharel em Direito; Juiz em Parati/RJ; professor, inclusive de Filosofia e de Filosofia do Direito. Por um breve período foi político, deputado federal eleito por Sergipe; fundador da Academia Brasileira de Letras; ocupou uma cadeira no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.



Escrito por Nheçu às 05h44
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Saramago

Memorial do Convento (Bertrand Brasil), romance de José Saramago, publicado em 1982,  ele é o único escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura.

Trata-se de uma sátira aos costumes sociais e religiosas da época, visto que até se rezava antes de o casal ir para a cama “Para que não morram no momento do acto carnal”!!!  Dormir naqueles tempos era uma temeridade, pois até se dava esmola e pagavam-se donativos aos santos de cabeceira para se livrar da coceira dos percevejos.

Saramago, necessita de leitura pausada, devido as diferenças entre os idiomas, do português daqui e o de além mar. A outorga do Nobel certamente lhe foi conferida por um júri que o leu em língua vernácula, onde seu texto deve fluir bem mais agradável às pupilas ou será que algum jurado o leu em... português?

Fazendo uma análise crítica do Memorial do Convento, chama a atenção a ausência de datas históricas ou cronológicas e, acima de tudo, a ausência de diálogos, algo para mim elementar numa narrativa que envolva diversos personagens. A utilização de diálogo torna os personagens com vida própria, escapando assim ao controle do autor, residindo aí, talvez, o preconceito de Saramago ao diálogo, visto seu passado histórico de militância na esquerda em favor da ortodoxia, que tem aa mania de prever e controlar os movimentos. 

Sobre o lado político dos escritores, tem havido no Brasil argumentos contrários (?) a concessão dos prêmios Nobel das duas últimas décadas na Literatura, dizendo-se que a motivação é mais política do que cultural. Ora, afirmar isso é desconhecer a maior parte das premiações anteriores, onde, tradicionalmente, notórios direitistas foram barrados. Veja-se o caso do argentino J. L. Borges

Escrito por Nheçu às 05h42
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Dama do crime

Morte na Mesopotâmia (Nova Fronteira), romance policial do ano de 1936, da Dama do Crime, a inglesa Agatha Christie (Ashfield, 15/09/1890 - Walligford, Berkshire, 22/01/1976), trazendo uma história que se passa num cenário diferente: as escavações arqueológicas no Iraque, até ocorrer a constatação da existência de cartas anônimas, vultos furtivos espiando nas janelas e, um assassinato invulgar para investigar, o que exige a presencia e a argúcia de mister Hercule Poirot, que, casualmente, investigava outros crimes ali próximo.

A procura de suspeitos esbarra na dificuldade de se reconstituir o crime, como o assassino tivera acesso a vítima num quarto fechado, sem passar pelos que estavam ali nas proximidades?



Escrito por Nheçu às 05h41
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Homem de livros

Uma vida entre livros - reencontros com o tempo (Edusp/Companhia das Letras), do bibliófilo José Mindlin. O livro surgiu em 1997 por sugestão de Antônio Cândido. Mindlin demonstrou em toda sua vida amor pelos livros, não se amesquinhando no papel de mero "ledor", mas trabalhando para que os livros fossem item de grande valor nas vidas das pessoas.

Ele comenta que suas leituras mensais são na média de 1.500 páginas, ressaltando que apesar de seletivo, ele não é um leitor fechado apenas em autores clássicos e/ou aprovados pelo público: "Gosto de arriscar a leitura de autores inteiramente desconhe-cidos por mim."

Militante da cultura desde 1930, José Mindlin, aos 91 anos de idade, é o mais novo integrante da Academia Brasileira de Letras - ABL, cadeira 29, eleito em 20/06/06 com a presença recorde de 27 acadêmicos no escrutínio, tomou posse dia 10/10/06.



Escrito por Nheçu às 05h40
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Década de sonhos...

Jovem Guarda em ritmo de aventura (Editora 34) de Marcelo Fróes, dentro da Coleção Todos os Cantos, resgata as origens do movimento musical que revolucionou costumes no Brasil, na década encantada da descoberta do uso da pílula anticoncepcional, do amor livre (faça amor e não a guerra), movimento hippie, liberação da maconha etc.

No livro, descobre-se a autoria da frase Jovem Guarda. Pasmem-se, foi o camarada Lênin quem disse: “O futuro do socialismo repousa nos ombros da Jovem Guarda.” A primeira musa do rock foi Celly Campello, aquela que com o mega-sucesso Estúpido Cupido, tomava banho de lua e ficava branca como a neve!

Um enorme apanhado de datas, nomes de grupos e cantores solo, além do registro dos lançamentos dos primeiros discos em vinil de 33 rotações por minuto (antes eram os bolachões de 78 RPM. Quem ainda não viu, vá a um museu da música: “No princípio, era o Gramofone. Depois, o disco de 78 RMP”!!!).

O livro Jovem Guarda é para guardar para os filhos, netos e bisnetos saberem o que foram àqueles anos de agito, pois o Erasmo Carlos era o Tremendão, as garotas eram “um papo legal”, andava-se de carro conversível com a capota arriada (???) e o motorista dizia aos que ficavam: “valeu, bicho!”.

Lendo o livro, percebe-se, que a Jovem Guarda foi um enorme palco de regravações de músicas internacionais, da época de ouro das versões. Até o Roberto Carlos gravava. O país que mais emprestava sucessos era a romântica Itália, onde em sonhos se curtia a dor de corno dos amores acabados, embalando-se nas gôndolas dos canais de Veneza. Com todo esse trânsito entre os países, ocorriam os amores internacionais, como o furor Rita Pavone, com a cantora tendo gravado a música “Scrivi” por desejos de seu coração a um brasileiro, vindo em constantes excursões para Argentina, Uruguai, Brasil e etc.



Escrito por Nheçu às 05h39
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Pós-Borges

Leituras & Resenhas

A pesquisa (1994) romance policial de Juan José Sael (Santa Fé, Argentina, 1946), residindo na França desde 1968, onde é professor de Literatura na Universidade de Rennes, sendo considerado como um dos autores do após Borges."Vive-se mais tempo se é francês ou alemão do que quando se é africano." E começa a desenvolver-se um tenebroso enredo, pois "vive-se muito mais tempo quando se é parisiense" e a trama está assim esboçada.

Trata-se de narrativa com raros diálogos, páginas sem novos parágrafos. o insuspeito final é, deveras, surpreendente.



Escrito por Nheçu às 05h37
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Inácio e seus companheiros

Quando fiz uma versão em língua portuguesa do livreto Beato Juan Del Castilho, do Pe. Luis Andujar, de Belmone,  Cuenca (Espanha), em 1995, foi considerada errada a denominação de “Roque Gonzales e seus companheiros”,  por parte dos espanhóis em relação aos Três Mártires. Pois agora, lendo a conclusão do Ano Jubilar Inaciano, que abrangeu o período de 03/12/2005 a 03/12/2006, constato que os integrantes da Companhia de Jesus, os jesuítas, se auto-denominam de “companheiros”! 

O preconceito de setores religiosos, inclusive, tinha sua origem em questões ideológicas, porque os petistas também se intitulam de “companheiros”...

Aliás, cumpre sintetizar um pouco a história dos jesuítas: o Ano Jubilar Inaciano foi instituído pelos 450 anos da morte de Santo Inácio de Loyola (31/07/1556) e aos 500 anos do nascimento de seus companheiros; Beato Pedro Fabro (13/04/1506) e São Francisco Xavier (03/12/1506). Naqueles tempos, viviam-se às grandes viagens, o final da Idade Média, a criação da imprensa e da impressão em série, ou da socialização da cultura, antes restrita a nobreza da corte, mosteiros e igrejas.

O espanhol Inácio de Loyola nasceu em Azpeitia, no ano de 1491 e até os 30 anos, viveu rodeado de jogos, armas e generosas mulheres. Porém, no mesmo ano em que Martinho Lutero se afastava da Igreja católica, Inácio de Loyola era gravemente ferido na batalha de Pamplona, padecendo muito devido a ferimentos nas pernas, fato que o levou às portas da morte, necessitando da extrema-unção, mas recuperou-se e assim, começava a vitoriosa conversão de mais uma “ovelha” perdida. Inácio passou para a história como o Paladino da Contra-Reforma, sendo de extrema importância a atuação dos jesuítas na reorganização da Igreja católica após a ocorrência do Cisma religioso. Um conhecido jesuíta, como o grande apóstolo dos povos germânicos, foi São Pedro Canísio, o antigo padroeiro da paróquia São Roque Gonzales, que assim se chamava até a elevação aos altares de do paraguaio Roque Gonzales de Santa Cruz.

Para falar de Deus, foi exigido a Inácio de Loyola que estudasse Teologia, iniciando então uma peregrinação que o levou a Jerusalém, Barcelona, Alcalá de Henares (onde estudaria nosso São João de Castilho, algumas décadas depois) e Salamanca, tendo sido denunciado à Inquisição e foi preso, até provar sua inocência. O próximo passo foi partir para estudar em Paris, na melhor universidade da época, a Sorbonne, onde se forma em filosofia e, ao começar as aulas de Teologia, também constitui o grupo de estudos do que viria a ser a futura Companhia de Jesus. A palavra da nova irmandade fora sugerida por Inácio e companhia era um nome de origem militar. Na Bula papal, eles foram denominados de “Societas Jesu”.

Na data de 15/08/1534, Inácio e seus companheiros fazem votos de se dedicar ao bem estar dos outros, recebendo ordenação sacerdotal em 1538, tendo a Companhia de Jesus sido aprovada pelo Papa Paulo III em 27/09/1540. Inácio, o primeiro superior geral da ordem, permaneceu em Roma, coordenando o trabalho dos companheiros até sua morte em 31/07/1556.

Para se ver a lepidez da nova congregação, em 1549 já chegava ao Brasil o Pe. Manoel da Nóbrega, junto com quatro companheiros e, em 1553, chegava o Pe. José de Anchieta. Hoje, algumas das mais renomadas instituições de ensino do país, como a Unisinos, a PUC e a FAJE/MG são dos jesuítas, tendo realizado há pouco o seminário “A globalização e os jesuítas = origens, história e impacto”, na cidade de Belo Horizonte (MG).

 



Escrito por Nheçu às 05h36
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Batalha das religiões

Não se chuta lata vazia. Certamente, esta é a razão pelas guerras de cunho religioso estarem voltando à moda, após, o declínio das tradicionais direita e esquerda, em voga desde a Revolução Francesa (1789).

Ora se procura satanizar o islamismo e o próprio judaísmo, ora se atacam os dogmas do cristianismo, seja através da disseminação de seitas que, a varejo, oferecem salvação e cura a todos os males,  ora divulgando heresias que rendem milhões a pretensos autores “sérios”.

Recentemente, a Conferência do Episcopado Mexicano um divulgou comunicado acerca da estréia em cinema do livro “O Código da Vinci”, uma superprodução de Hollywood, prevista para o dia 19 de maio.

Calcula-se que o filme, na esteira de sucesso do livro de Dan Brown, poderá ter algo em torno de 800 milhões de espectadores.

A informação ainda acrescenta que “Publicada no ano de 2003, a novela de Dan Brown superou a marca de 40 milhões de exemplares vendidos, tornando-se o best-seller da década.”

As insidiosas idéias inseridas nas fantasias da obra de ficção, de acordo com o Episcopado asteca, afirmam que (não li e não lerei este romance ficcional. Entenda-se que a definição de ficção é ser esta uma mentira consentida entre autor e leitor): Jesus não pensava ser Deus, isso seria obra do Imperador Constantino no Concílio de Nicéia (325); Jesus e Maria Madalena eram a dualidade masculino/feminina (assim como Marte e Atena); Cristo seria um homem normal, estando aí a mentira da Igreja sobre sua santidade e ascensão aos Céus, daí, de acordo com o livro, agora, filme, a origem de uma série de assassinatos e manipulação das Escrituras e etc., etc.

O Episcopado conclama os católicos a reagirem de forma construtiva, aproveitando a ocasião para falar de Jesus Cristo e da Igreja, saciando a curiosidade das pessoas e levando-as à busca do Verdadeiro Conhecimento. (05/2006)



Escrito por Nheçu às 07h16
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A bela chegou!

Considerado o período mais estimulante da história do Antigo Egito, o reinado de Akhenaton (c. de 1360 a 1343 a.C.) teve como um dos seus destaques a criação do culto ao deus-único, pilar básico da religião monoteística, além da beleza de sua esposa Nefertiti, que despertaria paixões pelos séculos além.

Nefertiti, nome que significa “a bela chegou” seria, de acordo com esta recriação em computador, uma bela mulata e Akhenaton, que morreu jovem, aos 29 anos, foi um...poeta!



Escrito por Nheçu às 07h14
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Pedidos do livro

Pedidos do livro:

Tel. (55) 3313-1211

Instituto Missioneiro de Teologia - IMT

Caixa Postal 202

Santo Ângelo/RS, 98800-970



Escrito por Nheçu às 07h13
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Grego

Etimologia Grega - da Hélade à Terra Brasilis: uma viagem cultural (Instituto Missioneiro de Teologia – IMT), do Pe. Senno Barth (Linha Tremônia, Cerro Largo, RS, 1929-2006). Significativa obra para alunos de Teologia e escribas que procuram nas fontes as raízes de sua produção literária.

Talvez muitos desconheçam, mas o latim é o idioma oficial da Igreja Católica, em todos seus comunicados, há que se ler e ouvir em latim. Mas, uma das maiores, senão a maior, raiz idiomática do mundo, que deu a luz as línguas italiana, espanhola, portuguesa, francesa e romena, aqui se acha firmemente aliada ao idioma grego.

A maior parte do idioma português é de origem do latim (60%) e grego (30% a 35%), sendo as demais palavras oriundas das línguas indígenas (guarani e tupi), entre outras fontes idiomáticas.

Convém não esquecer que o latim se inspirou no grego, sua origem mais antiga, através das obras clássicas da literatura mundial, base da civilização ocidental.

O grego clássico utiliza em muito a acentuação, o que não é muito estranho para nós, brasileiros. Nosso alfabeto possui 23 letras (5 vogais, e 18 consoantes), já o grego tem 24 letras (7 vogais e 17 consoantes).

A própria definição de um idioma, o alfabeto, reúne as duas primeiras letras palavras gregas: Alfa e Beta, sendo esta última em sua versão masculina.

Preciosas também são as definições sob ótica da literatura cristã, que caminhou lado a lado com as definições do idioma grego, até encontrar expressão em latim.

Enfim, Etimologia Grega é obra caprichada e meticulosa de um professor experiente, simbolizando toda uma vida, que levou muitos anos para ser editada, sendo aprimorada em salas de aulas, vítima inclusive de um incêndio que acabou com os originais no ano de 1978 e, necessitando o Pe. Zeno aprender computador com a visão já debilitada para digitar seu trabalho. (JWG, 05/2006).

 



Escrito por Nheçu às 07h12
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