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Urutau
 


Sombra e água fresca!

Tempos atrás, houve uns escritos sobre a região das Missões, dando conta das 30 mulheres do cacique Nheçu, que após uma calorosa tarde de amor, descansava à sombra de um cinamomo!

Muita crítica causou tal afirmação e buscando dados técnicos através do Globo Rural, se constata que esta árvore da família das meliácea, também conhecida como santa-bárbara e lilás-de-soldado (nome científico de Melia azedarach), é nativa do sul da Ásia, sendo inclusive conhecida no Brasil como planta nativa devido a facilidade de adaptação que encontrou, derivando daí as confusões sobre sua origem, sendo quase impossível sua existência nas Missões em 1610... (JWG, 09/2005).



Escrito por Nheçu às 01h53
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Elias Canetti

Um autor que é uma surpresa ainda a ser desvendada, devido ao enorme volume de páginas inéditas de sua obra, é o búlgaro Elias Canetti (Ruse, Bulgária, 25/07/1905 – Zurique, Suíça, 13/08/1994). Embora tenha começado a publicar livros na década de 1930 (Auto-de-fé, onde aborda a loucura humana, livro que foi banido pelos nazistas, é de 1935), Canetti só veio a lume realmente nos anos 60 com Massa e Poder (1960) e, notadamente, após a concessão do Prêmio Nobel de Literatura para essa obra, no ano de 1981.

Este fato de escrever e de não ser publicado ou conhecido, levou o iniciante escritor a um comentário amargo em carta, inédita, publicada pelo jornal Frankfurter Rundschau, para seu irmão Georg, em outubro de 1935, referindo-se a sua própria mãe, onde diz do “desprezo silencioso por um homem que se diz escritor, mas não é publicado”. 

Destacado lingüista, seu primeiro idioma foi o ladino, um antigo dialeto espanhol de origem sefaradita, do qual sua família, judia, era originária. Além deste, dominou até os 16 anos os idiomas búlgaro, inglês e o alemão e, mesmo não tendo seu nome associado à literatura alemã, adotou a língua de Goethe para escrever suas obras, por considerar o alemão o “idioma da ternura”.

Massa e Poder tem por base sua experiência epidérmica com o incêndio do Palácio de Justiça de Viena, em 1927, tratando dos desvarios coletivos e do porquê as multidões seguem seus líderes, uma incógnita para todo e qualquer marqueteiro da vida ainda hoje (e aqui um dado assombroso que freqüenta as estatísticas, quanto maior for o universo de pessoas abrangido pelo setor pesquisado, maior será a possibilidade de acertos. 

Uma peça teatral de Canetti, Die Befristeten, encenada em Viena, Áustria em 1967, aborda um tema apavorante do teatro do absurdo, uma pessoa descobre a data exata de sua morte.

Entre seus colegas de escrita, ele considerava Kafka como o “maior perito em poder” e relegava Tolstoi para um lado por seu “pacto com a morte”, derivado de sua tardia conversão religiosa.

(JWG, 09/2005).



Escrito por Nheçu às 01h51
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Thomas Mann

A literatura apresenta ao longo do ano várias e significativas datas alusivas a determinados movimentos literários e autores.

Agora no mês de agosto, por exemplo, se completou 50 anos da morte de Paul Thomas Mann (Lübeck, Alemanha, 06/06/1875 – Zurique, Suíça, 12/08/1955), considerado “o mais alemão dos alemães”, autor do célebre romance Os Buddenbroks (1901), que lhe deu o Prêmio Nobel de Literatura de 1929. Mann, entre outras particularidades, era filho de mãe brasileira, Júlia da Silva Bruhns Mann.

Sua obra mais famosa acabou sendo A Montanha Mágica (1924), considerado como um dos livros mais importantes entre as duas guerras mundiais.

Durante o regime nazista, os livros de Mann foram queimados em praça pública e logo após, ele perdeu a nacionalidade alemã, não retornando ao país, mesmo após a derrocada de Adolf Hitler. Devido ao seu nacionalismo de direita, manifesto durante a 1a Guerra Mundial, mesmo que em 1930 ele já alertasse contra o nazi-fascismo, ele era criticado pela esquerda e pelos Estados Unidos, que o consideravam comunista. (JWG, 09/2005).



Escrito por Nheçu às 01h50
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Novos leitores...e escritores

Convidada de honra da Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, a Índia é um país com potencial de cerca de 600 milhões de leitores, sendo por isso um dos maiores mercados em potencial, consumindo em torno de 80 mil exemplares de livros por ano em idioma ingês.

O país possui 24 dialetos regionais,sendo o de maior expressão o hindi.

(Fonte: Magazine Deutscland). 



Escrito por Nheçu às 06h00
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Contatos com o autor: João Weber Griebeler

E-mail: igaçaba@uol.com.br



Escrito por Nheçu às 03h59
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A infelicidade num sonho

Por vezes, a importância de uma mulher em nossas vidas é descoberta por mero acaso. Eram amigos, assim, sem mais nada. De repente, a fragilidade feminina vêm a tona e o contato se estreita.

A revelação de que existe aquele algo a mais lhe surge num sonho: encontra-a de malas prontas e de partida para Medianeira, no Paraná.

Acorda, em meio aos versos de “O Pequeno Princípe”, relembrando que Quem se deixa cativar, pode chorar...

Com os olhos remelentos da noite mal-dormida, toma a decisão de nunca deixá-la ir embora sozinha e, vivem felizes até hoje! 



Escrito por Nheçu às 03h51
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Sobrinhos do Tio Sam!

06.02.05 - Do exposto, ficam ilustradas algumas lições. Lembro que seitas evangélicas daquele período contavam na televisão sobre as bíblias que derramavam de avião sobre o império gelado dos comunistas ateus que escravizavam o povo que tinha fome de Deus. Lembro de um tal de Jimmy Swwagart, que depois foi denunciado por diversas atitudes anti-evangelho, tendo “sumido” do mapa! Um de seus desvios era a prática da golden shave (chuva dourada. Obs. Aceitam-se melhores versões do idioma de Henry Miller) com suas amantes. Ou seja, pedia que elas urinassem sobre ele para expurgar os pecados!

Philip Agee conta os golpes de estado que ajudou a fermentar durante 12 anos, de 1956 a princípios de 1969, em operações secretas da Agência, onde se destaca a enorme gama de atividade empreendidas pelos agentes infiltrados para desestabilizar as famosas democracias eleitas pelo povo e para o povo, que se não serviam ao Grande Pai Branco de Washington, eram sumariamente apeadas do cepo do poder.

Assassinatos eram corriqueiros. Muitos candidatos a heróis, bandidos inclusive, pois na época o crime organizado não havia atingido o atual grau de sofisticação e qualificação que experimenta hoje caiam na esparrela de aceitarem armas com munição falsa e eram rapidamente fuzilados pelas forças de seguranças para manter a ordem.

Nos anos 80. O governo Reagan foi prodígio em fomentar publicações “literárias”, além das bíblias caindo de pára-quedas em solo soviético (!), com o personagem Mack Bolan, verbas para filmes a la Chuck Norris, etc.

Sem dúvida, este é o lado negro do império, ficar se imiscuindo nas questões internas de outros países, se bem que para manter o padrão de alto consumo de sua população, devem procurar recursos não-renováveis no exterior e aí acontecem as guerras, por causa de petróleo, por exemplo e, breve, da água!

Quem acompanha a história mundial como é o caso deste escriba, sabe dessas artimanhas que ao longo das décadas foi formando o império estadunidense. As verbas para fabricação de super-heróis não são novidades. Já na 2 Guerra Mundial surgiu o Capitão América para auxiliar nos esforços de guerra contra os nazistas. Era o Rambo dos anos 40 com as cores da bandeira no meio mais popular da época, para inculcar na juventude o patriotismo, as histórias em quadrinhos. Passado o conflito, o herói sumiu, tendo ressurgido nos anos 60, após acordar de hibernação no gelo, para combater os russos!



Escrito por Nheçu às 05h49
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Memória

Associação dos Amigos da Cultra Roque-gonzalense - Entidade embrionária, inicialmente denominada como “Grupo de Estudos”, surgiu pelos idos de 1990/91, tendo realizado várias reuniões e definido até um modelo de estatuto, que assim preconizava  seus objetivos:

a) Promover e contribuir para o desenvolvimento do município, com propostas alternativas de desenvolvimento agro-industrial e cultural, observando que estas propostas não ponham em contradição a integridade do território do município, o equilíbrio ecológico e a democracia da participação popular.

b) Representar sempre que necessário os associados e a população em suas reivindicações perante as autoridades.

c) Estimular o desenvolvimento de uma consciência política, de participação na vida da comunidade, com a realização de palestras, etc.

A idéia de uma entidade cultural atuante em Roque Gonzales, portanto, é anterior em 7 anos à constituição da Cultuarte, em 1997.

Constituída majoritariamente por integrantes do PMDB e do PT, que vivia sua melhor composição de militância no município, a entidade embrionária enfrentou a despolitização amorfa do período e, no final, foi atropelada pela conjuntura eleitoral de 1992, caindo no esquecimento (JWG).



Escrito por Nheçu às 05h44
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Baú

Um dos ícones da esquerda mundial, embora sem nunca ter militado no Partido Comunista Francês e vivendo numa época em que não se admitiam críticas a ex-União Soviética sem cair na mira das patrulhas ideológicas, Jean-Paul Sartre (Paris, 21/06/1905 – Paris, 15/04/1980) tem neste ano comemorado o centenário de seu nascimento.

Ser transformado em parâmetro de toda uma geração (anos 1960), entretanto, tem seu preço e Sartre, neste rápido esboço de um triunvirato de intelectuais que estamos fazendo aqui, recusou em 1964 o Prêmio Nobel de Literatura, sendo ao que sei, um fato que permanece inédito entre os agraciados nobelianos.

Tendo seu auge nas barricadas do Maio Francês (1968), no início da década de 70, o pensador Jean-Paul Sartre, pai do Existencialismo, já estava saindo de moda, encontrando agora em seu centenário um revigoramento de suas idéias.



Escrito por Nheçu às 05h41
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