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Urutau
 


Gemezinhos no galpão

O Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG, vem de desfiliar ao Centro de Cultura Nativista Nova Raça, da cidade de Canoas (RS), por tolerar músicas e danças alheias aos princípios do Tradicionalismo. Observe-se que os CTGs tem de manter o passado tal como foi, ou se pretende que tenha sido.

Um dos motivos alegados para a expulsão foi a introdução da dita Tchê Music (Tchê Garotos, Tchê Barbaridade e muitos outros grupos em destaque), além do uso de bombachas apertadas (fim do saco folgado em ceroulas!), lenços estampados (ui, enroscaram no meu brinco!), assim como beijos e gemezinhos dados pelas prendinhas mais alvoroçadas pelo esfrega-esfrega das saias estreitas e curtas, tudo mais para forró do Calcinha Preta (ótima banda musical nordestina). Argumenta a patronagem do Nova Raça que a abertura aos novos ritmos permite uma maior arrecadação na bilheteria, pelo ingresso de mais público no local.

Diga-se de passagem, esta foi a 1a expulsão do MTG em mais de 40 anos de história!

O lava-pés

Li num jornal regional que o mês de maio se tornou o “Mês das Noivas’ por influências cristãs, relativas a Maria e ao Dia das Mães”.

Ledo engano, ora. Maio, para os habitantes do Sul do Brasil tem a ver com as colheitas. Uma boa safra garantiu o casamento de muitas donzelas suspirosas, assim como o nascimento de crianças é maior nos meses iniciais do ano, janeiro e fevereiro, é devido justamente ao mês de maio ser o das colheitas.

Com safra boa a vista, a jovem esposa tinha que “lavar algo mais” do que os pés ao deitar nas frias noites gaúchas, devido ao ato de “encomendar à cegonha” mais herdeiros para a família.

O mesmo jornal afirma ter havido nos últimos tempos uma transferência do “Mês das Noivas” de maio para janeiro. Nada mais óbvio do que isso, devido ao 13o salário e férias.

Economia pessoal, até nos forros de cama! Junho, 2006.



Escrito por Nheçu às 19h04
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Aquentando os ossos

Uma delícia estes dias frios, quase gelados no Rio Grande do Sul!

O chimarrão toma melhor sabor se feito com água esquentada em chaleira de ferro preto (schwarz eisen wasserkessel), em fogo aberto no fogão a lenha. Observa-se no lusco-fusco do amanhecer as chamas dançando alegremente para vencer a aragem da geada vinda das festas do schwarze koch (cozinha preta). Tudo será melhor assimilado se for acompanhado de amendoim colonial, descascado da vagem ainda empoeirada de terra!

Vem, alias de nossa herança genética européia, assim como dos primórdios da humanidade, o prazer do fogo, o cheiro da fumaça nas aldeias e vilarejos. Sendo o fogo um dos grandes avanços do gênero humano. Não existe desagregação do núcleo familiar que se reúne em torno do fogão. Há conversa, discussão, planos...

Enfim, vive-se. Longe do que a tecnologia impôs tristemente às pessoas do século 21: silêncio tumular olhando a TV ou o computador. Junho, 2006.

 



Escrito por Nheçu às 19h02
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Escrevinhador

Parece que o nome escrevinhador está na moda, mais utilizado que nunca. Eu, que não tenho pretensões de ser dono do alfabeto, não vejo mal nisso. Aliás, com relação a origem da utilização da denominação escrevinhador, confesso que fui influenciado por um dos casos especiais da TV Globo, com a gostosa Giulia Gam, onde se cita Tia Júlia e o Escrevinhador. Não lembro se tinha algo a ver com o romance do peruano Mário Vargas Llosa, que foi pela publicado pela editora Nova Fronteira em 1978.

 A atriz Giulia Gam (foto) está bem mocinha acima, bem longe da locomotiva de seu papel na novela global Bang Bang em que ela interpretava a dona de um bordel, um saloon e, apesar dos anos passados, já estando na faixa dos 40, ela continuava sendo a melhor mulher da zona!

Na literatura, ou se escreve ou se lê os outros. É isso. Recordo ter ouvido toda uma série de explicações por usarmos como logomarca da coluna um bloco de notas e não um livro. Eu fiquei abismado escutando toda aqueles disparates medíocres, quando, na verdade, a opção pelo bloco de notas foi por não ter nenhuma ilustração mais conveniente a mão. E tem gente que deseja explicar a origem do mundo! Julho, 2006.

 



Escrito por Nheçu às 19h01
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Inter-religiosidade

Um forte sinal dos tempos em que vivemos é a ampliação do diálogo inter-cultural, social e religioso entre católicos e muçulmanos. O fato se deve ao aumento do islamismo na escala mundial e a necessidade dos cristãos conviverem em países de maioria islâmica.  

A situação envolve os migrantes em todo o planeta, tema abordado na 27a Sessão Plenária do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, realizada no mês de maio no Vaticano, em Roma.

De acordo com trechos do texto final da Plenária: “Se o diálogo entre cristãos e muçulmanos é necessário em toda parte, especialmente o será nas sociedades ocidentais para melhorar o conhecimento recíproco, a compreen-são, o mútuo respeito e a paz”.

Para os cristãos, “é necessário aprofundar estudos, ensinamentos e pesquisas quanto aos vários rostos do Islã histórico e/ou contemporâneo, para a aceitação de uma sadia modernidade”.

Se os cristãos migram, também “os católicos são chamados a ser solidários e abertos á partilha com os imigrantes muçulmanos, conhecendo melhor a sua cultura e religião, testemunhando ao mesmo tempo os próprios valores cristãos, também na perspectiva de uma nova evangelização, respeitosa – certamente – da liberdade de consciência e de religião”.

Enfim, destaco o assunto porque o vejo pela primeira vez ser enfocado seriamente pela Igreja.

Palmas para o intelectual Bento XVI. (JWG).

Jornal Igaçaba/Conversa de Escrevinhador, agosto - 2006



Escrito por Nheçu às 18h59
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Urutau

João Weber Griebeler

Dentro da seqüência lógica que me levou a escolher o nome Igaçaba para denominar este jornal, optei pelo nome do Urutau para batizar meu bloco de notas na internet, o pássaro-fantasma em linguagem tupi-guarani, que é cercado pela aureola de uma belíssima lenda do folclore brasileiro, narrando história de amor proibido entre uma moça guarani e um guerreiro tupi, de tribos rivais. Em face disso, ela some na mata e é encontrada transformada em estátua de pedra. Para acordá-la, o feiticeiro manda dizer notícias tristes, até mencionarem a morte do amado. Ela sai chorando e voando, enquanto os outros se transformam para árvores secas.

Com olhos arregalados, boca e cabeça grandes, muito do simbolismo do urutau é devido a ser uma ave solitária, de hábitos noturnos, por isso raramente avistado. Dizem que prefere contemplar a lua (sendo que também o chamam de mãe-da-lua, chora-lua, etc.), após vôo silencioso, apoiado em galho seco, onde se camufla, sendo assim dificilmente avistado e ali profere canto lamentoso e com presságio de mau-agouro, por ser o mais soturno emitido por um pássaro.

Segundo a mitologia dos índios tupi e guarani, entretanto, é uma ave benfazeja. O urutau é oriundo da Ordem Strigiformes, o mesmo ramo das corujas, que é considerado como símbolo da inteligência.

 

 



Escrito por Nheçu às 18h52
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Da cama para o sucesso

João Weber Griebeler

O fascínio da prostituição é um tema que está sendo pautado nos divãs dos analistas e ensaios universitários, pois está na moda ler livros autobiográficos de ex-garotas de programa. Depois da Bruna Surfistinha, que já vendeu no Brasil mais 140 mil exemplares de seu livro “O doce veneno do escorpião” (no Brasil, livro de sucesso mal chega a 10 mil exemplares!), além de exportá-lo para outros 13 países (na foto, na Feira do Livro em Buenos Aires, Argentina, no mês de maio), e por isso sendo considerada a “Paulo Coelho do sexo”, agora vem "O Diário de Marise", de Vanessa de Oliveira,  que rodava a bolsinha no Balneário de Camboriú e "A Agenda de Virgínia", da espanhola Alejandra Duque, com mais de 400 mil exemplares vendidos na Espanha.

Todas as meninas estão convertidas em escritoras fenômeno e já deixaram a vida agitada. Suas experiências são narradas em livros que mais parecem pertencer a coqueluche dos de auto-ajuda, e não é lá muito erótica. A lógica que acaba predominando é sempre moralista, valorizando elevadas posições sociais nas metas a serem alcançadas pelas “ex-perdidas”.

Como Paulo Coelho prega o misticismo de almanaque de purgante de farmácia, elas apregoam um erotismo de buraco de fechadura, tudo muito suave, para não assustar.
Bruna Surfistinha, que inclusive já protagonizou filmes de sexo explícito, terá sua história retratada também nas telas dos cinemas em 2007. Segundo avaliações do mercado, os leitores, além dos homens, são mulheres “respeitáveis”, procurando devassar os segredos das atividades na horizontal.
Entretanto, a onda não pára por aí e já saiu o livro “Depois do Escorpião - Uma História de Amor, Sexo e Traição”, de Samantha Moraes, ex-mulher do atual namorado da Surfistinha e a própria Bruna lançou sua 2 obra "Tudo o que Aprendi com Bruna Surfistinha - Lições de uma Vida Nada Fácil".

É claro que os livros são escritos por um ghost writer (escritor fantasma). Ou seja, quem dá verossimilhança a obra.



Escrito por Nheçu às 18h50
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